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Mercredi 22 Novembre 2017
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Os portugueses dos Papéis do Paraíso

Paradise Papers. E os portugueses? Nos arquivos da Appleby, a operadora de offshores que é a principal origem da nova fuga de informação do ICIJ, foram encontrados mais de 70 cidadãos portugueses, incluindo uma série de antigos administradores do Grupo Espírito Santo e do BPN. Muitos dos nomes encontrados trabalham lá fora, na indústria financeira global.
Alfa/Expresso por MICAEL PEREIRA

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Nos arquivos da Appleby, a operadora de offshores que é a principal origem da nova fuga de informação do ICIJ, foram encontrados mais de 70 cidadãos portugueses, incluindo uma série de antigos administradores do Grupo Espírito Santo e do BPN. Muitos dos nomes encontrados trabalham lá fora, na indústria financeira global.

Não há nenhum primeiro-ministro ou Presidente português, atual ou passado, nos quase sete milhões de ficheiros dos arquivos da Applebly, uma operadora de offshores fundada nas Bermudas e com escritórios noutros paraísos fiscais que constituem o fulcro dos Paradise Papers, o novo conjunto de fugas de informações obtidas pelo jornal alemão "Süddeutsche Zeitung" e partilhadas com o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) e uma rede de mais de 380 jornalistas em 67 países, incluindo Portugal.

Também não foram encontrados políticos portugueses no meio milhão de ficheiros da Asiaciti, uma gestora de trusts (fundos fiduciários) em Singapura, que também está incluída nestas fugas de informação.

Os portugueses identificados até agora nos Paradise Papers, e que têm estado a ser investigados pelo Expresso, incluem uma maioria de nomes de pessoas que, apesar de terem cidadania nacional, nasceram ou vivem noutros países há muito tempo, sendo que existem muitos casos de gestores a trabalhar na indústria financeira internacional, com ligações ao mundo das offshores.

Há depois dois grupos financeiros portugueses que surgem como tendo sido clientes da Appleby: o BPN e o GES/BES. Com 17 nomes de administradores e acionistas incluídos, as referências ao Grupo Espírito Santo têm a ver com empresas incorporadas nas Ilhas Caimão. Também a presença do BPN na fuga de informação, com cinco administradores do tempo da transição de Oliveira Costa para o período da nacionalização do banco em 2008, está relacionado com operações nas Ilhas Caimão.

Le: 06/11/2017 10:22:01
  D.Ribeiro

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