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Mercredi 22 Novembre 2017
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Autarca de Pedrógão não sabe da verba angariada pelos emigrantes

O presidente da Câmara de Pedrógão Gande reclama a gestão dos donativos e denuncia um alegado desvio de verbas. Valdemar Alves alega que não sabe do dinheiro angariado nalgumas campanhas públicas para apoio às vítimas dos incêndios. Presidente Marcelo quer esclarecimentos. ALFA/EXPRESSO

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O presidente da Câmara de Pedrógão Gande reclama a gestão dos donativos e denuncia um alegado desvio de verbas.

Valdemar Alves alega que não sabe do dinheiro angariado nalgumas campanhas públicas para apoio às vítimas dos incêndios.

Marcelo também quer esclarecimentos sobre donativos de Pedrógão Grande.

O Presidente da República afirmou que é preciso explicar aos portugueses aquilo que lhe explicaram a ele: “de onde veio o dinheiro, quem é que o está a gerir, como e quanto”

“É preciso explicar aos portugueses aquilo que me explicaram a mim: de onde veio o dinheiro para fazer frente à tragédia, quem é que o está a gerir, como e quanto”, afirmou o Presidente da República aos jornalistas, apelando ainda a que sejam corrigidos eventuais “lapsos, duplicações ou insuficiências”.

Marcelo pediu ainda que se “evite, nas três semanas que faltam [para as eleições autárquicas] converter [este assunto] em campanha eleitoral”. “Isto tem de ser explicado por quem, a nível local, tenha uma visão de coordenação”, afirmou.

Esta terça-feira, a vice-presidente do PSD, Teresa Morais exigiu ao Governo esclarecimentos adicionais sobre os donativos privados às vítimas dos incêndios florestais da região Centro, em junho, uma vez que o valor apurado, na sua opinião, é “ridiculamente baixo, se comparado com as expectativas criadas pelos números que foram divulgados”.

Em conferência de imprensa, na sede nacional do PSD, em Lisboa, a deputada social-democrata afirmou que “cumpre ao Governo explicar cabalmente aos portugueses que valores são estes, onde estão os restantes donativos, quem os está a gerir e em que termos”.

Pelo seu lado, autarcas de Pedrógão Grande, de Castanheira de Pera e de Figueiró dos Vinhos vão solicitar ao Ministério Público para que perceba junto do Banco de Portugal onde pairam os donativos destinados às vítimas dos incêndios

“Não sabemos o paradeiro desse dinheiro e há de haver contas abertas que desconhecemos”, afirmou ao “i” o presidente da câmara de Castanheira de Pera, Valdemar Alves, defendendo que cabia ao Estado ter controlado e distribuído essas verbas.

Há receio que os donativos tenham sido desviados para outros fins, pelo que os autarcas vão reunir-se esta terça-feira para discutir esta questão. Entretanto, anunciaram já que vão solicitar ao Ministério Público para que junto do Banco de Portugal perceba para onde foi canalizado o dinheiro das contas solidárias.

Le: 05/09/2017 18:02:48
  D.Ribeiro

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